Popará

domingo, setembro 10

Campari Rock e a Filarmônica do Bom Fim

A vida é assim, cheia de clichês. Um deles é o de que num dia a gente ganha, no outro, perde. Na quarta eu tive um pouco de cada. Ganhei o show do ano no Via Funchal, obrigada Gang of Four, mas perdi um pouco da estima que tinha por Cardigans.

A banda não funciona ao vivo, o show foi cansativo e - vou ter que concordar com a voz do povo – um pouco chato. Confirmou a superioridade das músicas dos últimos dois discos (“I Need Some Fine Wine...” ficou boa ao vivo e “You’re the Storm” e “Communication” são lindas em qualquer contexto), mas foi uma apresentação morna, pouco inspirada, burocrática. Nada memorável.

Já o Gang of Four veio para deixar muito mais difícil o trabalho de quem vai tocar no Motomix no próximo sábado. Ficou ainda mais óbvia a diluição que é esse revival pós-punk, a falta de consistência das bandas atuais, a frouxidão dos novos sons e o quanto eles são perecíveis. Eu estou cansada da cena atual, podemos passar para a próxima?

Perdi outra coisa ontem: a Graforréia Xilarmônica no CB. A vontade de ir era imensa, mas o corpo implorava por descanso; cedi. Tenho certeza de que vou ouvir uma porção de elogios e comentários que vão me afundar em inveja e arrependimento. Mas a vida é assim, não se pode ter tudo.

1 Comments:

  • "a falta de consistência das bandas atuais, a frouxidão dos novos sons e o quanto eles são perecíveis". Pódis crê! Como pode o Lúcio Ribeiro indicar cinco bandas frouxas a cada mês como se elas fossem as coisas mais revolucionárias de todos os tempos?

    By Anonymous Rodrigo Coelho, at 10:27 AM  

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